Sábado, 4 de Dezembro de 2010

Novos blog´s. Obrigado.

Novos blog´s. Obrigado.

 

http://fumoepalavras.blogspot.com/

 

http://planolivre.blogspot.com/

publicado por Borges às 02:46
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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Assassino

Sou um idiota

Um assassino

Que persegue e destroi a sua própria vida

Descontrolado ansioso

Controlo as coisas até à sua destruição

Por querer andar mais que o tempo

Por querer ser maior que o resto

Cometi o meu homicidio

Afoguei-me no mar morto

Onde os mortos como eu

Navegam rumo a lado nenhum.

publicado por Borges às 04:24
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Inútil

 

Ser inútil
Não ter utilidade para alguém
Não ter utilidade para mim
É tudo o que fico a saber
O mundo que se salve de mim
Alguém que me salve de mim próprio
Algo que me faça desaparecer
Para que a humanidade se salve
 
Quando um agradecimento
É simplesmente uma palavra
Palavra essa que é inútilidade
Palavra essa que se refere a mim
Que se refere ao que faço e ao que fiz
É como uma flecha que atravessa o meu coração
É como um raio que atinge o meu cerbero
Escutar algo assim deixa-me infeliz
Infelizmente vivo e inútil
 
Receber essa adjetivação
Receber esse agradecimento
É compreender que sou vão
É perceber que sou imprestável
Que não me encaixo
Onde quer que eu deva encaixar
 
Tanto esforço
Tanta inútilidade
Tanta ingratidão
É o que me chega
Mas ainda assim
Eu agradeço
Porque se  lembraram de mim
E esse erro vosso
E essa disponibilidade minha
Infelizmente para todos
Faz-me sentir vivo
Mesmo que viva como um mero inútil.

 

publicado por Borges às 02:39
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

...

 

Não posso parar de gritar em silêncio
Estou magoado
Mas não posso fazer barulho
Embora nínguem me oiça
Sei que não posso fazer baraulho
Para não incomodar as almas que me circundam
E assim continuo a gritar em silêncio
Até que um dia me oiçam
 
Mas será que alguém me escutará um dia?
Dúvido…
Mas vou continuar
Gritando em silêncio
Só porque não posso fazer mais nada
Só porque as minhas forças não servem para muito mais
Só porque me destruiram
Só porque nem sequer se recordam
 
Tálvez o acto de gritar
Seja um movimento desesperado
Para que se recordem de mim…
Sinto que estou só
Mas mesmo só, estou a incomodar muitas almas
Um simples pedido de ajuda
Incomoda certas almas
E assim continuam a fazer de conta que não o recebem
Por isso, agora grito em silêncio
Para que faça algo
E não morra para já
Para que não incomode essas almas
E um dia elas ardam no inferno a pensar em mim!
publicado por Borges às 04:51
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...

 

Frio como um muro de pedra
Sim, e existe mesmo um muro
E és tu quem o afirma
Não é nada que a minha consciência imagina
 
Julgava eu compreender essa frieza
Julgava eu não me magoar nesse muro
Mas sim, fiquei magoado
E bem podia eu apelar
Que de nada irira valer
 
De nada valeu
Eu não quebrei o gelo
E tu também não
Ficaste tu e a tua frieza
E eu comigo mesmo
Julgando que estavas comigo
Desesperando porque o muro me magoava.
 
publicado por Borges às 03:24
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Domingo, 17 de Maio de 2009

...

 

Porque me sinto tão sózinho?
Não me sinto normal
Embora não me sinta anormal
Talvez seja por sentir que tudo pode acontecer
Que não controlo nada
E que poderei viver rodeado por nada
Simplesmente rodeado por mim
 
Talvez me sinta só
Somente por esta noite
Talvez tenha medo
De amanhã continuar sózinho
Quem sabe?
Provavelmente depois desta noite não estarei só
Mas hoje tenho medo!
publicado por Borges às 02:56
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Lisboa no Dia Vinte e Cinco do Quatro.

 

Tu ferves
Ferves de vida
De frieza
E calor em simultâneo
Eu não te compreendo
Mas esforço-me
 
Hoje és a capital da revolução
O povo e a elite
Vieram à rua
Parece que vieram espontaneamente festejar contigo
Mas não
Ninguém se recorda
É tudo uma questão cosmopolita
Até eu te visito sem me recordar desse dia
 
Na verdade
Hoje estás invulgarmente bela e chuvosa
E mesmo os que te odeiam
E aqueles que te amam
Passam por cá
Guiados por algo
Que ninguém repara
Nutridos de inconsciência
 
E assim festejam contigo
Sem que tu os tenhas convidado
Sem que eles se lembrem
Juntam-se na totalidade
E vivem uma data
Que te imortalizou
Que nos deu esperança
E quem sabe
Nos continue a dar
Pois há momentos em que retrocedemos
Para poder confiar no futuro
Mesmo que não tenhamos a perfeita consciência
Do que estamos a repescar na memória.
publicado por Borges às 02:23
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Espontâneo / Idiota

 

Mundos diferentes separam-nos
Cada ser
Cada mundo
São realidades isoladas
Que pertencem a cada um de nós
 
Se o meu mundo está parado
E sofre de uma narrativa desinteressante
O teu respira emoção
Parece uma montanha russa
O teu é confusamente emocional
E eu vejo-o belo
Jámais o cíume me atormenta
Nada disso entra nesta soma
Mas gostava que o meu mundo fosse como o teu
 
Parece idiota
Parece não ter sentido algum
Mas todos os dias estou saturado do meu
Por segundos, pareço caminhar para a auto-destruição
 
A vida é completa de ciclos...
Neste belo ciclo
Eu admiro o teu mundo
E apresento queixa do meu
Estou cansado do meu
E orgulhoso do teu
Mas desespero quando sinto que o meu não se fecha
 
Não me interessa o meu mundo
A rotina mata-me
A frieza das coisas
Torna-me estático
Sinto-me morto e irracional
Sinto que o meu mundo pode terminar
 
O meu mundo é gélido
Tálvez vazio
Na verdade, sinto que o mesmo congelou
E que vivo no Hemisfério Norte
E tu?
Tu, vives no Hemisfério Sul
Onde no meio de tudo
Afinal há emoção
Onde existem coisas
Sejam elas físicas ou metafisicas
 
Creio que o teu mundo é fascinante
É quente
Tem durezas
E dores
Eu sei…
Mas compensa vive-lo
Não me digas que não compensa
 
Ele tem de ser assim
E eu admiro-o
 
Eu admiro-te
Sei quem és
E tenho o teu ser em conta
Mereces o teu mundo…
E sem querer ser exurbitante
Mereces algo ainda melhor
Algo mais completo
Onde a felicidade chegue a uma meta nunca antes alcançada
 
Eu ficarei feliz com isso
Eu creio nas minhas palavras e no teu mundo
Se o teu for simplesmente bom
Se o teu for excepcional
Tálvez consiga fazer do meu óptimo
Tudo o que sei
É tudo que digo
Ver-te feliz, será sempre um privilégio
 
E assim é
E assim será, até que a vida queira
E mesmo que não dure para sempre
Amigos, serão sempre amigos!
publicado por Borges às 04:24
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Estatuto de Farsa

Mas quem pensas que és?

Qual é o teu estatuto?

Não te enterres em palavras falsas

Não vale a pena secar o poço da arrogância

Presta cautela às toneladas que possuis na consciência

Essas toneladas dantescas que te pesam

Mas que ignoras

Como se fosses líder da humanidade

Como se fosses a personificação da perfeição

Não mintas...

Cresce e deixa o estatuto de farsa.

publicado por Borges às 02:55
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Sábado, 11 de Abril de 2009

Algo que já aconteceu

Desapareceu

É o que dizem as vozes

Aquelas que surgem de dentro para fora

E as outras que surgem de fora para dentro

É a nobre confirmação que me chega

É a não novidade que estou a absorver

A simples palavra que oiço

Enquanto caminho solitariamente pela bizarra Rua do Desconhecimento

Não parece estranho

Não causa demasiado incomodo

Deixa-me ligeiramente inquieto

Talvez tudo isto seja ridículo e básico

Talvez não seja absolutamente nada

Quem sabe se não aparece?

Enfim...

É tal e qual assim

Algo que já aconteceu.

publicado por Borges às 05:52
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Efémeros

 

Efémeros é a palavra que os definem

São momentos efémeros

Aqueles que vivemos

Quando estamos em absoluta sintonia com o que nos rodeia

A esses momentos

Vamos buscar tudo aquilo que justifica um sorriso

Deles retiramos sorrisos

Simples palavras

Longas gargalhadas

Visíveis gestos

E longos olhares que furam o gelo


 

São momentos efémeros

Que fazem a nossa vida parecer longa

E nós podemos usar certas pessoas

Tal como elas nos usam

Para criar esses momentos

Que jamais saírão da nossa mente


 

Nós precisamos dessas pessoas

Elas precisam de nós

Temos de nos usar harmoniosamente

Para criar momentos efémeros

Para possuir recordaçoes eternas

E lado a lado vivermos espirituosamente a vida.

publicado por Borges às 03:29
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Não devias estar aqui

Não devias estar aqui

Devias estar noutro lugar qualquer

Lugar esse onde estivesses feliz...

Mas onde é que podes ser feliz?

Ninguém sabe!

Ninguém te dirá!

Tu sabes

Eu sei

Que só nos sonhos és feliz

Que a realidade é subjectiva

E que ainda assim, só nos oferece lágrimas

Lágrimas essas que tu choras

Na companhia dos teus sonhos felizes.

publicado por Borges às 18:19
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Desculpas Aplicadas

Desculpas para que?
 
Desculpas para quem?
 Eu sabia que as ia ouvir
 Quarenta e oito horas antes
 Já sabia que me iam ser entregues
 
 É tudo tão igual
 É tudo tão óbvio
 Não me sinto mal
 Nem enfurecido
 Simplesmente sei que há coisa que não funcionam
 
 Sei que há coisas estranhas
 Coisas de que não se fala
 E que os lábios e os dentes escondem
 É simples...
 Há coisas de que temos medo
 há sinceridades que não existem
 Há simpatia a mais
 E frontalidade a menos
 
 Não é com maldade
 Não há intenção de ferir
 Mas estes jogo das escondidas que jogamos
 Pode magoar verdadeiramente
 
 Eu compreendo...
 A verdade magoa
 E aqui mesmo e agora
 Ninguém se quer magoar
 Mas as desculpas irão continuar.
 

publicado por Borges às 17:45
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...

 

Há por ai um oceano de indivíduos
Talvez indivíduos a mais
Tanto contacto
Tanta comunicação
Indiferença que sobra
No meio de alguma substância
Há um vazio dantesco mesmo em frente dos nossos olhos

No entanto e no meio de tantos zeros
Há mentes que nos prendem
Há personalidades que falam e mostram a diferença total entre vazio e substância
É aí que percebemos que ainda nos podemos prender
Na substância da mente de alguns seres humanos

Ser humano é um privilegio
Ter uma mente não vazia é um dom
Poder usa-la é inteligência
Partilhar o que surge na nossa mente
É levar o ser humano ao seu limite
É evoluir sem limites
E fazer com que o nosso mundo não tenha fronteiras
E faça das outras mentes visitantes privilegiadas da nossa terra íntima

Perceber que ha seres com substância que observam em parceria conosco
E fazem do pormenor um factor decisivo na sua mente
É sentir que a nossa existência faz sentido
É sentir que vale a pena arriscar a procura por outras mentes
É sentir que partilhar a nossa terra íntima é um prazer
No fundo
Não muito lá no fundo
Quase à superfície
Estas descobertas
Estas partilhas
Dizem-nos que a comunicação em massa entre indivíduos faz sentido
Dizem-nos que vale a pena viver
Nem que seja para encontrar-mos mentes

Que nos fazem sentir que estamos vivos!

publicado por Borges às 16:52
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Domingo, 5 de Abril de 2009

Mundo Real

 

Não és de confiar

És o mundo real

No qual eu não consigo depositar fé

E troco constantemente com o imaginário


És cruel

E inseguro

Não tens sabor

E se tivesses

Eras amargo

Ácido e corrosivo


Meu mundo

Porque és assim?

Quem te vai mudar?

Muda por mim

Para que possa viver

Para que não caia no poço sem fundo da apatia

Para que o imaginário não nos vença

Para que eu comece a acreditar em ti

E não volte a fugir de mim

publicado por Borges às 02:12
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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

E nós somos estranhamente felizes para sempre!

 

A vida parece incompleta

Parece sempre incompleta

Simplesmente parece

Pois realmente não o é

O senso comum leva-nos a acreditar que ela assim o é


Se olhar-mos bem lá para o fundo

Se perder-mos alguns segundos a pensar nela

Vamos perceber que ela nunca é incompleta

Na verdade é estranhamente completa

Mais completa que um puzzle acabado de montar


Basta abrir a mente

Abrir o coração

Ser realista

E perceber que há pessoas que nos completam

Há pessoas que completam as nossas vidas

Há pessoas que cobrem os supostos espaços vazios

Espaços esses que na realidade mal existem

Tais pessoas fazem da nossa vida algo completo

São seres que proporcionam momentos

Que juntos são uma explosão de felicidade invisivel


Visto isto

Somos completos

Basta acreditar-mos na vida

Basta abrir os olhos

E montar o puzzle


É verdade...

Existem pessoas que nos completam

E nos fazem crer que a infelicidade não existe

Talvez exista a espaços

Espaços pequenos

Que na realidade são minuscúlos

Pois a felicidade é uma gigantesca fatia do bolo da vida

E esse bolo é cozinhado por esses seres


Basta abrir os olhos

Basta abrir a mente

Basta querer ser feliz

Basta estar com essas pessoas

E a vida é completa

E nós somos estranhamente felizes para sempre!

publicado por Borges às 02:43
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Terça-feira, 3 de Março de 2009

Insónias

 

Pode estar escuro
Mas não consigo
Posso dar voltas e voltas
Mas ele não vem
Estou cansado
Mas não descanso
São insónias!
 
A noite passa
O dia chega
E eu chego directamente ao dia seguinte
Tenho energia
Mas estou cansado
Estou confuso…
Ele nunca chegou
Certamente chegará no dia seguinte
Sozinho vi as trevas
Sozinho vi a luz
Mais uma noite pálida
São insónias!
Eu não descanso
São insónias meu amor!
publicado por Borges às 21:57
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

 

O tempo passa
E eu fico
 
Há sempre alguém que se esquece de mim
Às vezes sinto que não existo
Que estou ali
Mas que passo ao lado
São nos pormenores que se entende a vida
São os pormenores que a mudam
Eu nos pormenores vejo como ela me foge
Nos pormenores sinto o que não queria sentir
 
Há muito que sei que estou pré-destinado
Sei que o futuro é igual ao presente
Sei que será vago
Sei que continuarei a ser esquecido
Sem que uma palavra minha seja escutada
Sem que um gesto meu seja visto
Sem que eu detenha a mínima importância
 
Há pequenos momentos que fazem a diferença
Nesses momentos, eu acabo na indiferença
Dos olhos de cada um que segue sem mim
 
Em cada um deles, há o esquecimento
De que um dia eu estive ali
Bem junto deles
A pensar que me escutavam
Que me viam
Mas não…
 
De nada valeu
Acabo só
Tal como comecei
Fico para trás
Como se fosse o chão que eles pisam
Caindo no esquecimento de quem lá passa
Não tendo significado algum
Não estando presente em nenhum momento
Não fazendo parte de nenhum pormenor
 
Simplesmente acabo esquecido
Lendo a linha do tempo que passa
Vendo cada um deles afastando-se
Em direcção a algo
A que eu não pertenço.
publicado por Borges às 04:11
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Mas quem és tu?

 

 
És aquilo em que acredito?
Será que alguma vez sentirei o reforço que o tempo nos dá?
Será que vale a pena confiar um pedaço de uma vida?
Tantas questões que surgem á volta de tantos seres
Quem são os que me envolvem?
Será que alguma vez terei resposta para tal questão?
Não sei se acreditar faz sentido
Não sei se é contra-senso dúvidar
Mas viver para dar
Para procurar o acolhimento de alguém além de nós
Sem pensar que ainda não nos acolhemos a nós próprios
É um formato de vida desejado por algum ser não acéfalo?
Não sei…
Nem acredito que em alguma fase da minha vida virei a saber
Mas se por escassos momentos
Atingisse a certeza absoluta destas questões
Seria humildemente feliz

E saberia que viver é um sacrifício que compensa fazer

publicado por Borges às 04:10
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Dúvida

 

Túneis e ferro
Uma paisagem negra que surge além do vidro
Negra como o meu interior
Obscura e imperceptível como a minha dor
 
É uma viagem ao longo do subsolo
É uma viagem que parece levar-me para dentro de mim
A ausência de contacto
Leva-me á introspecção
E aí mergulho na obscuridade da minha dúvida
Sinto-me a ser levado
Ao longo de um túnel que percorre a minha mente
E que se afoga no meu coração
 
São dores que não se sentem
Mas que fazem pensar
São dúvidas sobre o meu ser
Que bloqueiam a minha existência
Que não permitem que eu entenda quem realmente sou
Que me levam á maior das dúvidas
Á dúvida existencial
 
E é ela que me acompanha nesta viagem
Viagem esta que se prolonga além dos túneis e do ferro
Acabando deitada o meu lado
Mesmo no meu leito
Olhando para mim
E perguntando:
Quem és?
publicado por Borges às 02:31
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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Um quadro de rara beleza!

A vida é uma oportunidade

Que nos é concedida…
Desconhecemos isso
Não reparamos em tal efemeridade
Simplesmente não pensamos no que ela realmente é
 
Na realidade ela é bela
E ao longo dela
Entendemos que é um misto de ódio e amor
Que se completa pelo mal e pelo bem
Mas nunca entendemos que é nossa!
 
Estar só
Ajuda-nos a entender a vida
Permite-nos pensar em algo que não pensamos vulgarmente
Atingimos uma compreensão nunca antes proporcionada
Compreendemos que só vivemos uma vez
Que a vida é uma linha
Que simplesmente pode acabar a qualquer hora
 
Se pode acabar de viver a qualquer hora
Porque insistimos em não vive-la?
Porque não vivemos a vida?
São perguntas…
Perguntas que ninguém faz
Porque estão todos ocupados a pensar no lado negro da vida
Lado esse que nos tira o prazer de vive-la
E que funciona como um apagador
Que nos vai eliminando a linha
Sem que reparemos que estamos a caminhar para a morte
 
Se o nosso destino é a morte
Porque não viver a vida?
Porque não viver aquilo que nos é concedido do nada?
Porque não lutar por ela antes que a linha se apague?
Porque não viver cada segundo de vida que detemos?
Porque não olhar o horizonte de um ângulo positivo?
Porque não pensar que temos uma oportunidade de ser felizes?
 
A vida é uma linha
Uma simples linha com altos e baixos
Escrita numa folha branca
E desenhada em cor negra
E se podemos pensar e agir
Porque não dar alguma cor a essa folha?
Porque não sorrir a essa linha preta?
Temos uma oportunidade…
Uma oportunidade única
De poder fazer de uma folha branca com uma linha preta
Um quadro de rara beleza!
publicado por Borges às 03:16
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O que pode esta cidade fazer por mim?

 

O que pode esta cidade fazer por mim?
O que posso eu fazer aqui?
Ela é fria e solarenga
Indiferente e entregue á confusão
Não repara no sol que lhe bate
Não repara em mim
Fica na memória dos que a visitam
Fica como uma flecha no coração dos cá vivem
Elimina os que por cá lutam
Pois esta cidade já não é de lutadores
É de alguém que se sente conformado
É de um povo que parou no tempo
Vive no passado
Não me dá oportunidade de escolher
Força-me a viver
Dentro do que ela quer que seja a vida
Faz-me ser conformista
Faz-me parar no tempo
Faz-me viver no passado
Não me deixa ser eu
Consome-me e controla-me
Faz comigo
Aquilo que faz com todos os que cá estão
Faz-nos sonhar
E depois dá-nos o pesadelo
Ataca-nos com frieza
Dá-nos a rotina entediante do dia-a-dia
Controla tudo o que somos
Tudo o que queremos ser
Somos o que ela quer
Somos peões no meio da sua selva urbana
Simplesmente vemos a vida a passar-nos ao lado
Corremos e gritamos
Mas não vivemos
Não sentimos a vida a passar
Não pensamos
Simplesmente acreditamos que ao virar da esquina tudo pode mudar
Mas nada muda
Mesmo que mude
Tudo volta a ser o mesmo dentro de instantes
Esta cidade é assim
Não faz nada por nós
A não ser controlar-nos
E dá-nos um leito para poder-mos acabar os nossos dias
Faz-nos crer que vivemos
Mas na verdade não
Nunca vivemos
Estamos em contacto com o redor
Mas ela controla-nos
Deixa-nos limitados
Presos
E esperançados
Mas ela é fria
É confusa
É bela
Somos francos quando dizemos que é nossa
É aqui que vivemos
É aqui que lutamos
Mas não podemos avançar
Ela foi feita para estancar no tempo
Só assim
É ela mesma
Só assim é Lisboa.

 

publicado por Borges às 03:12
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Eu podia morrer esta noite

Eu podia morrer esta noite

Caído no centro da avenida
Molhado e pisado
Podia ficar assim para a eternidade
Não faria mal algum
Morria apaixonado
 
Podia morrer caindo de uma das pontes da cidade
Afogar-me no gelo da noite
Não faria mal
Morria a pensar em ti
Morria a olhar para o teu sorriso
Tudo podia acabar
Mas eu não me importava
Acabava apaixonado por ti
 
Lá fora chove
Cá dentro não existe clima
Se existe não o sinto
Só sinto o que de dentro de mim surge
O que me faz afogar em mim próprio
O que me faz enlouquecer por ti
E que me faz crer que posso morrer e ressuscitar de novo
E nunca me esquecer de ti
 
Chove tanto como um coração acelarado bate
Ele bate tanto como chove no seio de uma tempestade
Que podia parar agora
Que não faria mal
Eu não sentia
Eu não me importava
Pois estou apaixonado
Não sentia nada além do que me enlouquece
Morria com o teu sorriso a vaguear na minha mente
Iria para o além somente com o teu sorriso
Irias comigo para a eternidade
Porque estou apaixonado por ti
E a vida só faz sentido contigo!
Mas não faz mal…
Não te preocupes
Eu não morri
E ficarei toda a eternidade apaixonado por ti!
publicado por Borges às 06:01
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Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

"Flashback"

O "post" que se segue, é uma reedição de um "post" intitulado "O Agradecimento", que foi publicado originalmente no dia 17 de Junho de 2007, no já "finalizado" blog "Vertente do Pensamento" (http://vertentedopensamento.blogs.sapo.pt).

A escolha para a sua reedição, cai no facto de este "post" ter sido um dos que maior fúria soltou a quando da sua escrita, e como tal, foi obviamente um dos que mais prazer me ofereceu quando o escrevi e publiquei.
De realçar também, é o facto de este “post” ter sido também um dos mais apreciados pelos poucos leitores e críticos do “finalizado” “Vertente do Pensamento”, facto esse que me motivou a publicar novamente o mesmo.
A todos esses poucos leitores e críticos, fica aqui um fervoroso obrigado e um convite eterno para o "Para além do óbvio".
 
O Agradecimento
 
Já não consigo
É impossível para mim
Viajar neste mundo
No mundo ao qual lhe chamam
Nosso
E normal!
Não consigo…
É um mundo triste e doente
Não aguento esta dor!
O mundo…
A vida aqui…
Está incurável
Desta doença e tristeza incurável
E a minha impossibilidade aqui
É uma realidade!
 
Como não consigo
Viajar nem viver neste mundo
Viajo e vivo na minha mente
Esqueço o que lhe chamam "real"
E viajo…
E vivo…
Mas a minha mente está confusa
Está distorcida
Mas está consciente!
É uma viajem e uma vida atribulada
Passo pelo meio da minha dor
Do meu sofrimento
Das minhas memorias
 
Pelo ódio!
Pela raiva!
Pela revolta!
 
Se estou mal…
Se a minha mente está podre…
A culpa é do mundo que vocês criaram
Da merda que vocês moldaram!
A minha mente está confusa!
O mundo está doente!
A culpa é vossa!
Desculpem, mas a culpa é vossa!
Fizeram de tudo uma desgraça
Puseram quase tudo doente…
E o que não está…
Vocês iram pôr!
Senhores manipuladores da humanidade e da mente humana
Estão satisfeitos com esta merda?
 
Agora nem aqui…
Nem ali…
Já não consigo
Já não tenho refugio
Já não sei para onde me voltar!
Por vossa culpa…
O mundo está doente!
A minha mente está podre!
Em breve…
Todas as mentes assim estarão!
Destruíram o mundo…
Senhores, porque?
O mundo está doente…
Sem amor!
Sem amizade!
Sem paz!
Sem felicidade!
Sem entendimento!
Sem capacidade de compreensão!
Já nada nesse mundo doente faz sentido!
Nada funciona…
Não há relações puras entre seres humanos
Não há mesmo nada!
Somente dor e sofrimento!
Falsidade e fingimento!
É um mundo doente e triste
Nele só vejo lágrimas e falsidade
Traição e infelicidade!
Já não é possível ser-se feliz nele…
Já nem para lutar pela felicidade há condições!
Esse mundo já nem se importa com a felicidade do Homem
Esse mundo já não faz sentido
Talvez seja tarde de mais...
Lentamente
Todos irão desistir um dia!
Está doente!
Está triste...
 
Se a minha mente está podre
Em breve…
Todas assim estarão!
O vosso mundo…
Aquele que me esqueço
Aquele que vocês destruíram
Aquele que contaminaram
Vai ser inabitável para todos
Ninguém mais
Mais ninguém
Viverá nesse mundo…
Nesse mundo doente e triste
Nessa merda que vocês criaram!
 
Obrigado senhores manipuladores!
Obrigado senhores colaboradores da desgraça!
Neste momento
Prefiro a minha mente podre e baralhada
Do que o vosso doente e triste mundo!
Satisfeitos com o que realizaram?
Já é tarde…
Eu sei…
Vocês conseguiram…
Obrigado!
publicado por Borges às 02:58
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